
Secam as flores
Meros descuidos meus
Envolvidos nas dores
Do dia que já morreu
Será seca do sertão
Falta d' agua
Ou vazio do coração?
Morrem as folhas lentamente
Uma a uma
Despindo docemente
A divina beleza
Das cores, o preto
Rosas, cravos, alecrins
Desmaiados ao chão
Sangram nos jardins
E minha alma...
Antes feita de flores...
Em meio a tantas cores, pétalas, perfumes
Se desfaz em ermos
E traz na dor uma gelida
Ingrata e profunda raiz.
Esse poema, não é um escrito qualquer, é muito mais que isso, é a união de palavras ditas de dois corações diferentes, parte composto por mim, e outra parte pelo meu grande amigo bloqueiro Cris do Palavras ao Vento; De nossa bela amizade nasce hoje, nosso primeiro poema juntos...
Cris obrigada pela sua valiosa amizade!
Aguardo lentamente
A breve noite
Em que minha inspiração
Voltara.
PAULO LEMINSK
Apagar-me
Apagar-me
diluir-me
desmanchar-me
até que depois
de mim
de nós
de tudo
não reste mais
que o charme.
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Incenso Fosse Música
isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além .
Uma otima semana a todos!