
Faltam-me palavras...
Pois então, uso as dos outros.
Falta-me inspiração...
Fui tomada por um silêncio
Calada estou.
Espaço curvo e finito
( José Saramago)
Oculta consciência de não ser,
Ou de ser num estar que me transcende,
Numa rede de presenças e ausências,
Numa fuga para o ponto de partida:
Um perto que é tão longe, um longe aqui.
Uma ânsia de estar e de temer
A semente que de ser se surpreende,
As pedras que repetem as cadências
Da onda sempre nova e repetida
Que neste espaço curvo vem de ti.
Muitas vezes oculto o verdadeiro, não para outros, mais para mim mesmos, tento uma ilusoria felicidade, e entrego a uma vida sem sentindo.
Nem ao menos do-me conta dos detalhes, do sabor do amor, enfim...
Luto, pelo um hoje digno, mais e o amanhã, o que sera? prefiro não saber, meus passos vão longe, mais não saem do presente.
Futuro, para que prever? vai mudar alguma coisa, ele virá, e com as consequências do hoje.
Planto algumas flores hoje, sei que não será facio colhe-las com seus espinhos agudos, mais as planto.