
Não preciso da eternidade
Um minuto da para viver o amor
Para saborear o vôo dos pássaros
Desabrochar docemente como uma flor
Farfalhar como uma arvore.
Um minuto me basta
Para sentar na platéia
E assim curtir a peça da minha vida
Ver o vento, me levar.
Recordar minha criança agora crescida
Em um barquinho de papel
Em um minuto
Descanso ao por do sol
Mergulho no mar celestial
E a noite vem
Faço chuva em minhas rosas
No breve minuto
Brinco de ser boneca
Vejo o mundo girar depressa pela janela
Sou criança vivendo fantasias
Palhaço, artista, poeta.
Sou o que quero ser
Sonho que parece verdade
Durmo na realidade
Um minuto vejo o mundo perfeito
Para quem assim quer ver
Tenho olhos de menina
Que caça borboletas
E voa nas asas de suas cores.