A tinta desbotou
Coração prostituído
Por amores bandidos
Que de nada restou
Somente a solidão
De tudo se doou
Amores não negou
Hoje estupidas gotas
Rolam no rosto
De um triste palhaço
A tinta desbotou
A realidade apareceu
Seu coração que tanto amou
Padece no espinho da rosa
Mais formosa do jardim
Vermelha como sangue
Que rolam do seu peito
Que morreu de amor
O circo acabou
Não ha mais risadas
Cores e útopias
Apenas o luto
Do amor que deixou de viver.
ooooooooooooooooOOOOOOOoooooooooooooooooo
Dificil caminhar pela vida, olhando para trás, vendo o que se perdeu... e olhando para frente, vendo o que se perderá....
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Postado por: Miixa às 09h55
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O Solitário
Não: uma torre se erguerá do fundo
do coração e eu estarei à borda:
onde não há mais nada, ainda acorda
o indizível, a dor, de novo o mundo.
Ainda uma coisa, só, no imenso mar
das coisas, e uma luz depois do escuro,
um rosto extremo do desejo obscuro
exilado em um nunca-apaziguar,
ainda um rosto de pedra, que só sente
a gravidade interna, de tão denso:
as distâncias que o extinguem lentamente
tornam seu júbilo ainda mais intenso.
(Rainer Maria Rilke)
oooooooooOOOooooooooo
"Quero viver como se o meu tempo fosse ilimitado.
Quero me recolher, me retirar das ocupações efêmeras.
Mas ouço vozes, vozes benevolentes, passos que se aproximam e
minhas portas se abrem..." ( Rilke)
- Postado por: Miixa às 19h01
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