
O poema faz parte de mim
Como o amor solitário
Que carrego comigo
Nos dias de verão
Converso com as estrelas
Elas me ouvem
Tão amorosas e sinceras
Que me inspiram
Ouço o desabrochar das flores
Um sereno, adocicado som
Que ensina a viver
Elas dizem palavras de paz
Minha árvore
Há essa é minha eterna campanhia
Dos dias que a solidão encomoda
Só ela me entende
O que me resta
Senão a simplicidade oculta
De uma vida áspera
Converso com quem me escuta
Amo
A quem amo
As flores, a lua, as estrelas, a árvore
O simples.

O mundo me prende
quero sair
gritar útopias, dizer o que quero...
usar roupas que me sinta bem...
sentar na calçada e ficar olhando as estrelas, admirar a lua, e beber um vinho...
andar de chinelos e meia pela rua, correr na chuva sem me procupar com nada...
me sinto presa, sufocada...
não faço o que gosto, me procupo com os que os outros vão pensar, dizer, rir...
evito risos, medo do constrangimento, me escondo na minha propria vida, me mantenho oculta no mundo.
tenho vergonha de mim mesma, medo dos outros, medo de não agradar as pessoas, medo da vida, medo de errar, me reprimo, me deprimo em meu mundo de paredes... de paredes que eu mesma construí com meus sentimentos,... Aos poucos tento me aproximar ao mundo...
Uma otima semana a todos!