

Entre o real e o imáginario, a uma porta mágica, só passa por ela quem tem a arte no coração,
quem vê além das palavras, além dos desenhos, além dos traços, além da música...
Só ultrapassa a porta, quem possui olhos de criança, coração puro, e alma de artista...
Atrás das portas mora o mistério da arte:
Apresento meu novo Blog: ENTRE O REAL E O IMÁGINARIO
http://entrerealeimaginario.blogspot.com/
Oi, pessoal
Desculpa ter me ausentado do blog, bom tenho dois motivos não muito convincentes, primeiro: ando sem tempo, corro de um lado para o outro, é convenhamos essa vida não é nada mole, quando temos um sonho temos que lutar com todas as nossas forças, e acho que com todo nosso tempo também... é parte do meu sonho estou quase realizando...ser Bióloga, mais não foi nada fácil chegar até aqui...essa vida me testou muito, e me bateu de mais...a cada tapa...eu amadurecia, bom, mudei muito e muito mesmo...nessa mudança eu sofri, derramei um lago de lagrimas, mais depois da tempestade, sempre vem um sol bonito...nuvens e pássaros que cantam...
Segunda desculpa para não atualizar meu blog: ando desprovida de inspiração, as vezes formulo poemas em minha mente, mais eles não chegam ao papel, talvez eu esteja em momento de metamorfose, ando critica por demais, nada que escrevo me agrada...mais depois de um tempo parada...vem novos poemas...bom, é sempre assim, momento de renovação...passo por isso de tempos em tempos....mais sempre retorno.
Beijos a todos!
Tempo
É a vida passa
Nas voltas dos ponteiros
Vão os dias
Sem despedir
A noite fica fria
E os sonhos sem luz
O futuro amedronta
A garota que cresceu
Sem estar pronta
Garota da boneca de pano
Mulher de muitos planos
Planos que não passam de planos.
Sonhos que não saem do travesseiro.
Desculpe a ausência, mais estou retornando a esse adorável mundinho blogueiro.
Estou passando por uma fase maravilhosa, e assustadora da minha vida, estou no ultimo ano da faculdade, no fim do ano serei uma BIOLOGA, bom, legal é o que eu sempre quis, mais e agora?! É a realidade é dura...
Beijo a todos!

Talvez ( Pablo Neruda)
Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma
flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém
soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim,
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,
rajada de roseira,
trigo do vento,
E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...

Pintaram o céu
com cinzas de jasmim
ai de mim
deitada sobre o véu
no preto, solidão
nas cores de marfim
do mundo, meu coração
arco iris de minha alma
delíro na calma
no mar de ilusão.
Sem tempo
Tempo, o perdi pelos arredores
Tenho somente dez minutos
Em que respiro o meu ar
O resto de minhas horas
Obedeço aos outros.
Comer as vezes lembro
Quando me resta tempo
Ah mais meus dez minutos
Desses jamais abro mão
Neles eu escrevo
Sonho de olhos abertos
Olho para o teto sem nada a pensar
Folheio um livro
Planejo o futuro
Cuido de mim.
Não tenho muito tempo
A vida é curta
Ela gira sem cessar.
E eu, corro pela rua
Atrás dos sonhos
Que antes eram de menina.
Bom pessoal peço desculpa pela ausência, e que realmente ando na correria, como todo brasileiro. Esse ano me formo em Biologia, estou naquela fase pirada do TCC...Mais isso logo passa...Mais a alegria e muita de estar a realizar um objetivo tão sonhado.
Bjos a todos
Ilusão
Nos cantos da inquietude
Amei
Desamei
Entreguei-me em plenitude
Chorei no mar que morreu
Fiz luau no campo
Fogueira na alma
Tudo aconteceu
Na calma do amanhã
Os dias se perderam
Eu sorri na ironia
Aguardam a felicidade
Que nunca sentia
Reguei a flor desfalecida
Nem a esperença brotou
E eu desaparecida
Do que restou
Secam as flores
Meros descuidos meus
Envolvidos nas dores
Do dia que já morreu
Será seca do sertão
Falta d' agua
Ou vazio do coração?
Morrem as folhas lentamente
Uma a uma
Despindo docemente
A divina beleza
Das cores, o preto
Rosas, cravos, alecrins
Desmaiados ao chão
Sangram nos jardins
E minha alma...
Antes feita de flores...
Em meio a tantas cores, pétalas, perfumes
Se desfaz em ermos
E traz na dor uma gelida
Ingrata e profunda raiz.
Esse poema, não é um escrito qualquer, é muito mais que isso, é a união de palavras ditas de dois corações diferentes, parte composto por mim, e outra parte pelo meu grande amigo bloqueiro Cris do Palavras ao Vento; De nossa bela amizade nasce hoje, nosso primeiro poema juntos...
Cris obrigada pela sua valiosa amizade!
Aguardo lentamente
A breve noite
Em que minha inspiração
Voltara.
PAULO LEMINSK
Apagar-me
Apagar-me
diluir-me
desmanchar-me
até que depois
de mim
de nós
de tudo
não reste mais
que o charme.
*** *** *** ***
Incenso Fosse Música
isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além .
Uma otima semana a todos!